Ministério da Ciência e Tecnologia

Apresentação

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Área de Linguística do Museu Paraense Emílio Goeldi

História:
A Área de Linguística é uma divisão da Coordenação de Ciências Humanas, que inclui também Áreas de Antropologia e Arqueologia.  A Linguística iniciou-se no Museu Goeldi na década de 1960, com Ernesto Migliazza, e extinguiu-se com a sua saída.  Voltou na década de 1980 e acelerou seu desenvolvimento na segunda metade dessa década.  Apesar de ter um quadro reduzido de quatro linguistas frente à tarefa enorme de estudar mais de cem línguas indígenas da Amazônia, a Área de Linguística vem realizando contribuições importantes no desenvolvimento da pesquisa e documentação dessas línguas.

Pesquisas:
Os linguistas do Museu Goeldi (e linguistas afiliados à instituição) desenvolvem pesquisas linguísticas descritivas e teóricas a respeito das línguas nativas da Amazônia e todos seus aspectos, especialmente fonologia, morfologia, sintaxe, linguística diacrônica (e suas implicações para a compreensão da pré-história) e as relações entre linguagem, sociedade e cultura.  As pesquisas enfatizam a coleta de dados originais no campo na Amazônia, e a Área possui equipamentos portáteis excelentes para esse fim.  O Grupo de Estudos de Línguas Indígenas do Goeldi (GELIG) é o grupo de pesquisa registrado no CNPq dos linguistas que colaboram no âmbito do Museu Goeldi; contém 16 linguistas doutores.

Treinamento:
Para suprir a falta de pesquisadores na Região Norte, a Área de Linguística oferece treinamento, para alunos de comprovada excelência de qualquer região, em pesquisa de línguas indígenas, através de estágio e bolsas de Iniciação Científica, Aperfeiçoamento, Programa de Capacitação Institucional e Desenvolvimento Científico Regional.   Do programa de treinamento em pesquisa, 22 bolsistas já ingressaram em programas de pós-graduação, 15 desses no exterior, e 16 já obtiveram o título PhD.

Documentação e projetos práticos:
Em face à situação precária das línguas indígenas da Amazônia, os linguistas do Goeldi procuram documentá-las através de trabalhos tradicionais descritivos (análise e descrição de fonologia e gramática, dicionários e coletâneas de textos) como também métodos recentes de gravações anotadas de áudio e vídeo.  Muitas gravações estão sendo feitas a pedido das comunidades indígenas e devolvidas às aldeias na forma de CDs e DVDs.  Oferece-se treinamento para as comunidades nativas realizarem sua própria documentação.  Um acervo digital de documentação de línguas e culturas indígenas, usando Language Archiving Technology, está sendo implementado para garantir a permanência do material de documentação sendo feito por pesquisadores, instituições e grupos indígenas na Amazônia.  Esse acervo já contém mais de 1.300 fitas, mini-dscos, CDs e DVDs.  Os linguistas do Goeldi também fornecem assessora linguística para projetos de alfabetização na língua nativa.

O Boletim
O Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi em Ciências Humanas publica trabalhos originais nas áreas de linguística, antropologia, arqueologia, bem como em disciplinas correlatas. Indexado na Base Scielo-Scientific Eletronic Library Online, recebe contribuições em seções que incluem artigos científicos, notas de pesquisa, memória, resenhas bibliográficas, monografias e teses