Ministério da Ciência e Tecnologia
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Minicurso técnico de documentação nas aldeias indígenas

Documentar Línguas e Culturas Indígenas através de Gravações Digitais de Áudio e Vídeo: os Equipamentos, Métodos e Técnicas mais Recentes’

O minicurso ‘Documentar Línguas e Culturas Indígenas através de Gravações Digitais de Áudio e Vídeo: os Equipamentos, Métodos e Técnicas mais Recentes’ foi apresentado na aldeia indígena Suruí de Lapetanha em 2009.
Inicialmente, esse minicurso de documentação foi ministrado pelos linguistas do Museu Goeldi em várias instituições brasileiras como a Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Universidade do Amazonas, no encontro SPBC-ABRALIN, e, depois, foi adaptado para as aldeias. Nas aldeias, esse minicurso, antes de 3 dias, foi transformado em prática cotidiana de documentação de uma semana, com os seguintes passos:

a) Apresentação do equipamento:

Parte Áudio: Parte Vídeo:
Captura- Microfones: Gravadores de Vídeo
Gravadores de áudio Acessórios de vídeo (mais complicado que áudio)
Procedimentos de campo – gravação, etnografia e anotação de áudio – dicas Dicas e procedimentos de gravação
Parte Energia de Campo:
Temas principais trataram de painéis solares fixos, flexíveis e dobráveis; baterias para guardar energia; inversores; adaptadores de DC e de medidas de energia com multímetro.

b) Prática preliminar
Depois da apresentação dos equipamentos e da introdução teórica sobre seu funcionamento, cada aluno tem a oportunidade de manejar os aparelhos para se familiarizar com problemas de barulho e de movimento (áudio e vídeo), de luz e de zoom (vídeo), por exemplo.

c) Documentação em condição real

A maior parte do tempo foi dedicada à documentação, isto é, gravação de áudio e vídeo, dos temas culturais eleitos pelos participantes. Esses temas são complementares e cobrem uma grande parte das situações possíveis no contexto de gravação de áudio e vídeo.

d) Uso do material de informática e edição de áudio e vídeo
Com a documentação já avançada, escolhe-se um tema para edição de vídeo e um para edição de áudio. Essas edições foram feitas nos computadores disponibilizados pela comunidade (escola, associação, ponto de cultura). Uma introdução geral do uso dos computadores é necessária, além da instalação de vários softwares (Audacity para áudio, PMB da câmera vídeo, etc) e da cópia de arquivos de texto, de áudio e de vídeo doados pelo Museu Goeldi.

Os cursos sobre edição têm o seguinte conteúdo:
- Edição de áudio: tipos de arquivo de som comuns (.wav , .mp3, .cda); edição de áudio no computador, softwares comuns (Audacity, simples, em português; Sound Forge, mais profissional); transferência (upload) dos arquivos de som, com leitor de chip ou cabo USB; gravação de uma cópia espelho dos arquivos brutos e edição de uma outra cópia; seleção do trecho a ser modificado; operações no trecho (amplificar ou diminuir amplitude, deletar, copiar, colar, alterar frequências); exportação como tipo de arquivo (.wav, mp3, etc); como salvar arquivo com nome; como gravar o áudio em CD (opção de “normalizar” áudio).

- Edição e programas de vídeo
Os programas de edição permitem editar imagens, inserir áudio e legendas (Windows Movie Maker (super simples), Pinnacle Studio (intermediário), Adobe Premiere (mais profissional)). Nesse primeiro curso, a montagem foi feita com o software Windows Movie Maker, disponível gratuitamente em todos PCs com o sistema Windows. O Software Pinnacle Studio pode ser instalado durante o curso. O programa iMovie pode ser praticado quando a comunidade tem um computador Mac de boa qualidade.

Outros assuntos tratados foram: Tipos de arquivos de vídeo (.avi – vídeo ‘puro’, como gravado; MPEG 1 e MPEG2 (.mpg) – vídeo com compressão; MP4 – alta qualidade, alta compressão bom para a Internet; AVCHD – vídeo de alta definição, padrão para TV digital; .vob – vídeo de DVD de vídeo consumidor; .mts – arquivo usado nas câmeras de vídeo da Sony; flv – vídeo para internet). A anotação de áudio e vídeo também foi tratada (software ELAN).

Esta parte do curso será repetida durante um próximo curso na aldeia indígena Suruí de Lapetanha porque é necessário tempo para se processar todas essas informações. Como resultado vários vídeos documentários foram sendo montados com os alunos.

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